Seca em Trás os Montes preocupa agricultores
Segundo dados revelados recentemente pelo Instituto da Água (INAG), nem 1% do
território escapa à seca, que se instalou de forma mais austera em 60% do
Continente. Segundo o INAG, O Alentejo, a Beira Alta e Trás-os-Montes são as
regiões com mais problemas de abastecimento público, abrangendo uma população
total de cerca de 20 mil portugueses a sofrerem na pele (e na torneira) a sua
falta. Medidas como o corte nos períodos de abastecimento estão em prática em
diversos concelhos e num largo conjunto deles, abrangendo cerca de 7500 pessoas,
as captações a partir de furos esgotaram-se. As zonas mais pobres em recursos
hídri- cos ou ainda sem cobertura de sistemas de abastecimento com dimensão
suficiente para prevenir a escassez são as que estão a sofrer mais. As altas
temperaturas e a falta de chuva também estão a degradar a qualidade de água,
sobretudo daquela armazenada em barragens que receberam escorrências de
fertilizantes. Para já, o problema está a ser combatido concelho a concelho em
articulação com a Comissão para a Seca 2005.
O presidente do conselho de administração das Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, Alexandre Chaves, assumiu hoje que algumas autarquias da região terão "tarifários de crise" para reduzir o desperdício de água, o que significa que, perante a seca, os habitantes de Trás-os-Montes poderão ter de pagar mais pela água.
O presente relatório resume a informação desenvolvida dentro do Programa de Vigilância e
Alerta de Secas do INAG no corrente ano hidrológico de 2005/2006 e conclui a primeira das
três fases do ano de estimação adaptativa da severidade e abrangência espacial da seca.
O valor da informação sobre as características da seca nesta época do ano é já crucial para a
tomada de decisões de gestão uma vez que estão agora completados quatro meses do ano
hidrológico geralmente associados a um volume de precipitação da ordem dos 50% do total
anual.
Acresce que se está num período de seca inter anual iniciado no Outono de 2003 que confere
maior apreensão às estimativas da seca meteorológica uma vez que os reflexos da persistência
de défices pluviométricos durante tanto tempo começam a propagar para o domínio
hidrológico as severidades do fenómeno meteorológico.
Os procedimentos do Programa de Vigilância e Alerta de Secas do INAG prevêem para a
estimativa da severidade regional da seca a utilização de curvas de Severidade-Área-
Frequência de modo a poder ter uma visão global, e não só ponto-a-ponto, da magnitude da
ocorrência. O facto do método de estimação de severidade se basear num tratamento
estatístico da informação instrumental permite caracterizar os fenómenos para além do
período de registos e assim reconstituir a verdadeira excepcionalidade do fenómeno.
Todo o trabalho de caracterização da seca agora sintetizado foi sendo disponibilizado
quinzenalmente, quer na componente hidrológica quer na componente meteorológica, no site http .\\ snir.pt enquadardo no trabalho dacomissãopara a seca 2005
.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) participará na reunião da Comissão Nacional da Seca, que se realizará hoje, 27 de Janeiro, em Mirandela, tendo por principal tema de interesse os impactos da seca no abastecimento de água em Trás-os-Montes.
Nessa reunião de trabalho – em que participarão o Instituto da Água, a Águas de Portugal, algumas empresas de sistemas multimunicipais de abastecimento e 18 Câmaras Municipais, para além da CCDR-N – deverão ser analisadas as situações mais sensíveis no abastecimento de água naquela região e estudada, por outro lado, a viabilidade de soluções alternativas, vocacionadas para os concelhos mais afectados, designadamente possíveis novas medidas de exploração.
Da lista de municípios em situação potencialmente mais crítica fazem parte Alfândega da Fé, Alijó, Armamar, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Lamego, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Moncorvo, Penedono, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Vila Flor, Vila Real, Vila Nova de Foz Côa.
Esta será a primeira vez que a Comissão Nacional da Seca reúne em Trás-os-Montes. Para a CCDR-N – que será representada por Ricardo Magalhães, Vice-Presidente com a responsabilidade das áreas do ambiente e ordenamento do território – a intervenção a desenvolver deverá fazer-se numa perspectiva de prevenção e antecipação dos cenários mais difíceis, e na base de uma concertação entre as autoridades nacionais, os operadores do sector e os responsáveis municipais.
| Quinta, 23 Fevereiro 2012 16:17 |
Setor bovino, ovino e caprino é o mais atingidoSeca afeta a pecuária em Trás-os-Montes Mais de seis mil explorações pecuárias transmontanas estão a ser afetadas com a seca severa que o país atravessa. Há produtores pecuários sem dinheiro para comprar rações e alguns rebanhos começam a passar fome. Enquanto, as zonas de pastagem “morrem à sede”, a palha vinda de Espanha está a ser a tábua de salvação dos animais em muitos casos. A agricultura de “sequeiro” também sofre as consequências da falta de chuva, cujos efeitos podem ser nefastos na sobrevivência da atividade. Almeida Cardoso
A persistência de um inverno seco está a levantar muitas preocupações junto do setor agropecuário transmontano. Gado sem pastagens, linhas de água sem caudal, culturas mirradas e solos sem humidade, definem o que se está a passar na região transmontana. Perante isto, os agricultores e as associações pedem ajuda ao Governo, que ainda esta semana deve avançar com algumas medidas para minorar os efeitos destas condições climatéricas. Em Mirandela já está marcada para o início de março uma concentração de agricultores que vão clamar por iniciativas compensatórias. A Confederação Nacional de Agricultura, CNA, tem andado no terreno a auscultar e a fazer o levantamento da situação, ouvindo produtores pecuários, pastores e agricultores. O seu dirigente nacional, Armando de Carvalho, abordou, ao Nosso Jornal, o cenário atual da região. “A CNA e os agricultores estão de facto muito preocupados. É uma seca de vários meses e que vem associada a outros problemas que a agricultura regional e familiar está a atravessar. Indicia-se uma situação que pode ter consequências nefastas para o setor pecuário mas não só. Isto está a levar a recursos alternativos, já que as pastagens naturais estão completamente secas, uma vez que não houve humidade para se desenvolverem. Hoje, não temos os nossos lameiros verdejantes e estamos a recorrer a palha importada de Espanha, ou através de rações, e em alguns sítios já estão a recorrer água mecânica. Tudo isto traz um custo acrescido aos agricultores”. O problema da falta de palha e o recurso à ração está a preocupar. “Uma coisa é ter pasto natural para dar aos animais, outra coisa é os pastos não fornecerem alimento suficiente. Há pastores que se queixam que não têm pastos nem dinheiro para recorrer à palha e à ração, o que é um drama”. No distrito de Vila Real, os concelhos com mais dificuldades são os que têm a tradição de produção outono/ inverno e que neste momento não produzem por causa da muita geada e não haver água nos solos. Ou seja, os concelhos mais afetados com a seca são Vila Pouca de Aguiar, Boticas, Montalegre, Mondim de Basto, Vila Real, Chaves e Valpaços. “Neste momento, temos pastores com alguma concentração de rebanhos e que precisam de uma área bastante grande para pastorear e a escassez de pasto está a criar um autêntico drama nas suas vidas”.Medidas de apoio contra a secaPerante este cenário, os agricultores exigem a adoção de quatro medidas de ajuda. Um apoio direcionado em função do efetivo (gado) que as pessoas têm, para ajudar o agricultor a suportar os tais custos suplementares. Por outro lado, pretendem um subsídio de gasóleo e eletricidade verde, e a redução das contribuições para a Segurança Social. “É a altura da ministra da Agricultura tomar as medidas que há muito tempo têm vindo a ser solicitadas. Como os combustíveis e a eletricidade estão muito caros, estes dois fatores condicionam a própria atividade. Já há muito tempo que nós reclamamos um aumento do benefício fiscal do gasóleo, cujo valor não aumenta há 10 ou 12 anos. Ainda na semana passada, a CNA esteve reunida e entende que há a necessidade do Ministério da Agricultura começar a monitorizar toda esta situação e tomar medidas no plano financeiro”, sublinhou Armando de Carvalho. Não se prevê chuva para os próximos dias e a situação poderá ainda ficar mais complicada neste cenário. “Além de estarem afetadas as culturas de inverno, irremediavelmente também as culturas da primavera/ verão irão sofrer as consequências da falta de precipitação”. Entretanto, no horizonte perfila-se uma manifestação. “Para o princípio de março, estamos a preparar uma concentração em Mirandela para exigir medidas compensatórias para a seca, sanidade animal e efeitos da geada negra. Vamos tentar juntar os produtores de ovinos e caprinos de Vila Real e Bragança, com entrega de um documento ao diretor da Direção Regional de Agricultura a exigir do Ministério medidas de proteção das explorações. Crise nas OPPS preocupaO problema do atraso de pagamento às Organizações ligadas a sanidade animal, nomeadamente bovinos e caprinos, foi também abordado. “O que sabemos do Governo é que ainda deve uma parte de2010, uma parte substancial de 2011 e não tem previsto no Orçamento de Estado verbas para 2012. Se o Governo não transfere as subvenções para as OPP’s, pode estar em causa a sanidade animal. O Governo poderá transferir esses encargos para os agricultores, mas na atual crise que estamos a atravessar é complicado haver mais esse encargo”, referiu Armando de Carvalho, que ainda deixou no ar um dado preocupante. “Há gente que não vacina todos os seus animais porque não tem dinheiro. Estamos a criar um problema de falência, uma exploração que tenha uma leucose que demora um ano, ano e meio quase dois anos, não pode adquirir nem vender, a não ser para o matadouro. Apesar de sermos a região do país com mais planos no âmbito da sanidade animal, continuamos a ter a maior taxa de brucelose nos pequenos ruminantes, portanto alguma coisa está mal”, concluiu. Segundo apuramos, em 28 de julho de 2011, não contando de julho2011 até fevereiro de 2012, só nesta zona, a Direção Regional do Norte apresentava um montante comprometido respeitante à intervenção sanitária de dois milhões trezentos e oito mil quatrocentos e setenta e seis euros.
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Tempo De Decomposição De Alguns Materiais
Papel de 3 a 6 Meses
Pano 1 Ano
Plástico Mais de 100 Anos
Chiclete 5 anos
Nylon 3 Anos
Metal Mais de 100 Anos
Borracha Tempo Indeterminado
Vidro 1 milhão de Anos
Madeira Pintada 13 Anos
Quando falamos do valor de cada coisa, não nos referimos apenas ao preço de cada brinquedo, de cada Livro, também referimos ás contas de água, Luz
de supermercado, etc., tudo parece cair do céu. Só precisamos ver suas cartinhas ao Pai Natal, presentes de aniversário, ou de primeiro, ou primeira comunhão.É importante que coloquemos em prática um plano de gestão para que as crianças aprendem a controlar-se e não gastar mal o dinheiro.
Em vez de ir de carro, opte por se deslocar a pé.
Compre localmente em vez de ir a grandes superfícies, os produtos talvez sejam mais baratos, mas quando adiciona o preço da gasolina não irá compensar. Irá também ajudar as lojas locais. Muitos cinemas, restaurantes entre muitos outros outros, oferecem descontos nos dias e horas de menor movimento, aproveite-os.Evite viajar em hora de ponta. Divirta-se em casa de amigos, pode ter uma noite bastante divertida em casa de amigos levando
apenas uma garrafa de vinho. Irá poupar muito mais do que se fosse a um restaurante. Procure na internet pelos melhores descontos, é muito mais fácil e acessível do que ir de loja em loja e comparar preços.
Compre produtos frescos do mercado e não de supermercados, eles são quase sempre mais baratos.
Se compra no supermercado, faça uma lista e não fuja da mesma, a não ser que encontre comida bastante mais barata.
Compre carne mais barata e torne-a mais mole cozinhando-a mais devagar, ela vai ser tão nutritiva como se a cozinhasse rapidamente.
Faça as suas próprias sandwichs. A indústria das sandwichs préconvencionadas equivale a 3.3 biliões de euros por ano! Se fizer as suas próprias poderá mesmo utilizar os restos da refeição principal.